As pessoas podem ser lembradas como santas, mas nem todas merecem esse título. Rui Barbosa, o grande jurista brasileiro, sabiamente nos lembra que até mesmo os canalhas envelhecem. A passagem do tempo não transforma automaticamente alguém em um ser venerável, pois a verdadeira essência de uma pessoa não está simplesmente em sua longevidade, mas sim em suas ações, em seu caráter, em sua contribuição para o mundo.
É fácil idealizar aqueles que partiram, pintando-os com pinceladas douradas de perfeição. No entanto, a realidade é que a vida é complexa e as pessoas são imperfeitas. Até mesmo aqueles que são lembrados como santos tiveram suas falhas e fraquezas. Da mesma forma, os canalhas, por mais que tentem esconder suas maldades, não podem escapar do envelhecimento e eventualmente encararão o peso de suas ações.
Assim, é importante lembrar que a passagem do tempo não é um julgamento final, mas sim uma oportunidade para refletir sobre a verdadeira natureza de cada indivíduo. A vida nos ensina que a santidade não é garantida pela longevidade, e que a maldade não desaparece com o envelhecimento. É o que fazemos com o tempo que temos que definir quem somos, e é por nossas ações que seremos lembrados, sejam elas nobres ou vis.
Portanto, que a memória daqueles que partiram nos inspire a buscar a verdadeira grandeza, e que a sabedoria de Rui Barbosa nos lembre que o envelhecimento não transforma automaticamente alguém em santo, nem os canalhas podem escapar do peso de suas ações.
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