A vida, essa dança intricada entre alegrias e tristezas, nos envolve em um abraço apertado de contradições. O foda é que vivemos e temos que viver, mesmo quando a tristeza nos visita, pesando como chumbo em nossos corações. Ela se infiltra, mas não nos paralisa. Continuamos a dançar, mesmo com os pés cansados e os olhos marejados.
Os medos, esses fantasmas que espreitam os cantos escuros da nossa mente, também não nos impedem de seguir adiante. Eles sussurram dúvidas e incertezas, mas nós teimamos em enfrentá-los. Como equilibristas, caminhamos na corda bamba da vida, com o medo como plateia.
O cansaço, ah, ele nos abraça como um velho amigo. As costas curvadas, as pernas trêmulas, mas ainda assim, continuamos. Porque há algo em nós que insiste em buscar sentido, em bater no peito como um tambor apaixonado. Mesmo quando o tempo se perde nas dobras da memória e o agora parece fugir entre os dedos, seguimos vivendo.
A ansiedade, essa inquietação constante, nos empurra para frente. O passado nos puxa para trás, enquanto o futuro nos chama. E no meio desse turbilhão, encontramos falhas, ensaios, ilusões. Desencontros que nos deixam com o coração em frangalhos, mas também com a esperança de um novo encontro.
O desamor, a ausência, a solidão… todos esses espinhos no jardim da vida. Mas ainda assim, amamos. Insistimos. Corremos atrás do que nos perturba, do que nos faz sentir vivos. E mesmo quando o mal-estar nos abraça, ainda há o bem-me-quer, a busca por um sorriso, um abraço apertado.
As fotos guardam momentos, as poses escondem segredos, as lágrimas lavam a alma. E no meio de tudo isso, vivemos. Não apenas sobrevivemos, mas dançamos, lutamos, sonhamos. Porque o foda é que a vida nos envolve em sua teia, e não podemos escapar.
Morremos e renascemos a cada dia, entorpecidos pela beleza e pela dor dessa existência. E é nesse paradoxo que encontramos nossa humanidade mais profunda. 🌟🌿 ❤️🙏🏾
©️ Neatriz Esmer
