Mãe. A palavra que ecoa pela casa em diferentes tons e urgências. Às vezes, é um chamado doce, quase preguiçoso: — Mãe, tô com fome!Outras vezes, vem carregado de angústia: — Mãe, estou com medo!
E lá está ela, sempre pronta. Com um prato na mão ou um abraço no peito. Porque mãe não é só quem alimenta o corpo, mas também quem sacia a alma.
O tempo passa, os filhos crescem, mas o chamado nunca desaparece. Ele muda de forma, se disfarça em mensagens rápidas ou olhares silenciosos. Mas mãe entende. Mãe sempre entende.
E mesmo quando os filhos já não gritam pela casa, ela ainda escuta. No fundo do coração, em algum canto da memória, o eco permanece: — Mãe, tô com fome! — de vida, de carinho, de presença. — Mãe, estou com medo! —do futuro, das incertezas, da saudade.
E mãe responde. Sempre responde. 🙏🏾❤️
©️ Beatriz Esmer
