As Coisinhas do Nada
O coração, esse sótão cheio de guardados, não quer saber de baús pesados. Ele gosta é das coisinhas de nada: um “eu te amo” dito baixinho, quase sem querer, que fica flutuando no escuro do quarto como um grilo que insiste em cantar. São esses tesouros de bolso — o jeito de pegar na mão, o riso que faz cócegas na alma — que a gente leva na mudança definitiva. O resto? O resto é excesso de bagagem. A bondade não precisa de trombetas. Ela é como uma manta de lã velha num dia de geada: simples, quentinha e silenciosa. … Continue reading As Coisinhas do Nada