A Arte não Possui Fronteiras
A arte, meu amor, e digo “meu amor” como quem diz uma fatalidade, não nasce do veludo. Ela não é esse adorno pálido que se compra com o excesso ou com o privilégio de quem tem as mãos limpas. Não. Ela é filha da urgência. É o grito que se desprende quando o silêncio se torna insuportável. Ela não foi acalentada por mães suaves em berços de ouro. A arte que me toca é aquela que tem as pernas sujas de barro, que cresceu no estômago vazio do gueto, no fôlego curto da favela. É uma criação de luta, um … Continue reading A Arte não Possui Fronteiras