A Vertigem do Agora (O Café Esfria)
Não. Não deixe. Não abandone nada para esse lugar vago e covarde que chamamos Depois. O Depois é a ausência de ser, é o fantasma do que poderia ter sido no agora, mas que se dissolveu em poeira temporal. Pois o Depois é a certeza de que o café esfria. E o café não é apenas a bebida na xícara; é a urgência morna, a fragrância quente que só se oferece neste exato segundo de vapor. Esfriado, é apenas um líquido amargo, uma memória tépida de um calor que se perdeu por desatenção. E o interesse, ah, o interesse some. … Continue reading A Vertigem do Agora (O Café Esfria)