Sem que eu percebesse, ao caminhar pela estrada da vida, entreguei minhas sementes às tuas mãos abertas. O Tempo, agindo como o jardineiro divino, acolheu esse gesto e transmutou o destino, permitindo que o que foi plantado em silêncio retornasse a mim como uma colheita sagrada de cores e sonhos, revelando que cada grão carregava em si a luz da própria aurora.
Ao tocarem a essência do teu ser, essas sementes ganharam vida e floresceram em uma sinfonia de matizes que agora dança sob o sol da alma. Cada pétala sussurra segredos de um amor profundo e, no sorriso silencioso de cada flor, encontrei o fogo necessário para incendiar meu peito com a fragrância da esperança e o vigor da paixão.
Compreendo agora que, ao te dar minhas sementes, eu semeava o solo do nosso destino comum. O que retornou não foi apenas o que plantei, mas a magia da nossa conexão, transformando minha existência em uma tapeçaria viva de renovação onde já não há distinção entre o que é meu e o que é teu. 🌱
©️ Beatriz Esmer
