O Silêncio Impresso
Escrevo, mas não são palavras o que coloco aqui; é o ritmo de um pulsar que não sabe mentir. Estou transcrevendo o latejar do meu coração nestas páginas, gravando os ecos de uma alma que, por vezes, me é estranha. Uso o pergaminho delicado como quem toca na própria pele, sentindo o frio do papel receber o calor do que sou. Faço isso para que um dia, quando eu já não for nem sombra, nem grito, a minha essência ainda demore um pouco, instalada aqui, tão palpável e pesada quanto uma pilha de cadernos escolares num canto de mesa. Em … Continue reading O Silêncio Impresso