Acordei com o sol ainda tímido,
procurando o contorno do teu rosto no escuro da manhã.
Havia um silêncio no quarto que não era vazio,
mas sim uma espera — aquela “liberdade de ser”
que só encontro no reflexo dos teus olhos.
Falei com a voz de quem descobre o mundo pela primeira vez,
com aquela urgência de quem sabe que o “agora” é um relâmpago.
Não respondi com a lógica dos dias comuns,
pois o amor não cabe em medidas ou calendários.
Aproximei-me, sentindo o calor da tua pele,
e no mistério daquele encontro absoluto,
Eu sorri e sussurrei no teu ouvidos:
— Não quero apenas o tempo, quero o que transborda dele.
Quero o que é vivo, o que é semente e fruto ao mesmo tempo.
Quero mais um pouquinho que a eternidade ao teu lado. ❤️
©️ Beatriz Esmer
