O Vazio que Pulsa
Respiro dias sem luz. Não é a escuridão do medo, mas essa ausência de contorno que me invade, onde o sol esqueceu de existir. São dias sem tempo, entende? O relógio na parede não marca mais a vida; ele apenas mastiga o silêncio. Não há memória. O que passou tornou-se um rastro de pó, e o que virá é um susto que ainda não aconteceu. Morbidos e crudeli rifugi. Refúgios que me acolhem com a maciez de uma seda velha, mas que me ferem com a precisão de uma faca de cozinha. É um abrigo que me sufoca enquanto me … Continue reading O Vazio que Pulsa