A Epifania do Mínimo
Muitas vezes, a gente caminha pelo mundo com uma pressa que é, no fundo, um medo de olhar. E nessa cegueira, subestimamos o poder de um contato. Um toque que não quer nada, mas que diz tudo: “eu te vejo”. É uma coisa quase assustadora, não é? Perceber que um sorriso, esse breve repuxar de lábios, pode ser a fresta por onde entra a luz em uma casa que estava fechada há anos. Uma palavra gentil não é apenas som; é matéria. Ela ocupa um espaço no ar que antes era preenchido pelo vazio. E aquela escuta atenta… ah, como … Continue reading A Epifania do Mínimo