O Abismo de Vidro
Há um cansaço que não vem do corpo, mas do susto de existir, confesso estou terrivelmente exausta! Olho para o Caribe e vejo barcos explodindo. Mas não são barcos; são cascas. Insetos de metal sendo esmagados por um dedo invisível, um clique que retira a vida com a leveza de um jogo de crianças. É uma crueldade tão limpa que chega a ser obscena. No asfalto, o ICE mata uma mulher. Ali, no meio do dia, entre o sol e a poeira. A morte deixou de ser um mistério para virar uma estatística de rua. E as máquinas… as máquinas … Continue reading O Abismo de Vidro