A Exata Medida das Coisas que nos Fazem Humanos
Aos 62 anos, o tempo deixa de ser uma linha reta e passa a ser um cerzido cuidadoso no tecido da alma. Escrevo-te com a clareza de quem já viu muitas sombras se deitarem no chão, mas também com a estranheza de quem ainda se descobre viva, pulsante, quase intacta sob o peso dos dias. A gratidão, meu filho, faz do coração morada para pequenas alegrias. Não lhe cabem outras maiores. É um sentimento de dimensões estreitas, uma pureza que se contenta com o pouco, com o quase nada que é tudo. E veja que mistério: não sei se isto … Continue reading A Exata Medida das Coisas que nos Fazem Humanos