O Eco do Monólogo Oculto
Houve um tempo em que eu colecionava ‘olás’ como se fossem troféus de relevância. Eu me contentava com as respostas curtas, os monossílabos pontuais e as reações automáticas. Achava que o silêncio era o inimigo, então aceitava qualquer ruído para preencher o vazio. Até que a pergunta me encontrou: “A pessoa conversa com você ou só te responde?” Naquele instante, percebi que eu passava os dias em salas de espera emocionais. “Responder” é um ato mecânico, uma devolução de bola para não deixar o jogo parar. É o “tudo bem” que não quer saber como as coisas realmente estão. É … Continue reading O Eco do Monólogo Oculto