O Sopro que resta
Às vezes, o vento sopra com uma fúria que não é do ar, mas de dentro. É um vento que desarruma os pensamentos e desfolha o que julgávamos ser certezas. As noites, então, deixam de ser apenas ausência de sol para se tornarem um poço, uma escuridão espessa, quase tátil, que nos olha de volta. E o tempo… Ah, o tempo. Esse bicho estranho. Há dias em que os ponteiros do relógio não giram, eles se arrastam como se carregassem o peso do mundo inteiro. É nesse vagar que a gente nota. A gente nota o silêncio que sobrou entre … Continue reading O Sopro que resta