O Mapa do Deslembro
Há lugares que são fendas:neles depositamos, sem notar,os estilhaços de um coração que se desmancha.São cantos de mundo, mudos,onde a memória é um sopro que se apaga,deixando apenas o resíduo do que foi amore o pó do que virou perda.O passado ali ecoa, entre paredes gastas,velando o que de nós ficou pelo caminho.Mas existem outros chãos,lugares-despertar, onde o peito retoma o compasso.Seja na sombra de uma árvore que viu séculos,ou no pulsar febril da cidade que não dorme,o coração se reconhece.Ali, descobrimos o que ignorávamos ser,sob o toque leve da esperançae esse susto bom de recomeçar.Nessa dança de perder-se e … Continue reading O Mapa do Deslembro