Crônica: A Origem do Meu Amor
Começou num lugar que não se acha nos mapas, mas nos cantos da madrugada — um pedaço de Minas onde o tempo anda devagar e o amor se esconde no cheiro de café passado na hora. Lá, o amor não se diz. Se cozinha, como doce de leite no tacho, no silêncio morno do amanhecer. Minha pele, embora minha, carrega o tom de polpa de manga e sol de janeiro — uma tinta de urucum herdada da linhagem de minha mãe África. É a cor da lida, da fé, das mãos que me criaram. As palmas da minha mãe, gastas … Continue reading Crônica: A Origem do Meu Amor