A Economia do Invisível
Houve um tempo em que as horas eram contadas em moedas de ferro, pesadas e frias, mas o tempo, esse bicho que rói o invisível, está mudando de pele. Eu sinto sob a pele uma urgência que não é minha, ou talvez seja a única coisa que realmente me pertence. Um dia, meu amor, o amor será a moeda. Não essa palavra gasta que se diz entre um gole de café e um adeus apressado, mas a substância bruta, o valor absoluto com que trocaremos existências no mercado do mundo. Olharemos uns para os outros e o que restará na … Continue reading A Economia do Invisível