O Grito Silencioso
Escrevo para ver. Não o que está fora, mas o que, de tão real, torna-se indizível. Há um “isso” em mim que range. E seja o que for — mesmo sob o olho severo que vigia e patrulha — a página aceita o meu horror. Na brancura do papel, o vil e o sagrado são a mesma coisa. O sádico, o pornográfico, o fornicador… todos eles sou eu num instante de descuido. É uma grandeza que me esmaga e, ao mesmo tempo, uma modéstia tão pálida que a moral do mundo chama de “tecido morto”. Mal sabem eles que a … Continue reading O Grito Silencioso