Profundo, Mais Profundo: Na Vastidão do Sentir
Há uma desgraça sutil no não-sentir, um cotidiano de cascas onde a maioria flutua, sem a vertigem da coisa em si. Ah, a insipidez. O sentimento, para eles, é um rumor distante, um ruído branco, jamais a ferida aberta que se prova. Como poderiam eles, esses leves, essa maioria que se contenta com a superfície do chá morno, sequer vislumbrar o que é o voo? O voo que não é de pássaro, mas de palavra — quando um poema se abre e não é lido, mas acontecido em ti, tornando o corpo um espaço maior que a vida. Tu, no … Continue reading Profundo, Mais Profundo: Na Vastidão do Sentir