Se
Se eu te amasse um dia, seria assim: sem barulho. Como um segredo que o vento esqueceu de contar e deixou cair, por descuido, na fresta da janela. Um amor miúdo, quase leve, que anda na ponta dos pés pelos becos escuros onde a gente guarda o que não tem nome. Um rio que faz curvas só para prolongar a demora, que não pede licença para desaguar no mar e que se contenta apenas com o transbordar de ser. Me pergunto, no silêncio escuro das coisas: tuas mãos saberiam encontrar meus cabelos desmanchados pelo vento? Teu toque na curva do … Continue reading Se