O Esquecimento do Amor
O amor jurava lembrar-se. Era uma promessa vasta, dessas que se penduram no teto da alma como um lustre pesado. Mas não naquele momento. No “agora”, o amor era uma mudez, um branco súbito na memória do coração. Quem sabe para amanhã haveria de ter mais sortes, ou quem sabe o amanhã fosse apenas outra forma de adiar o que já dói. Ela gostava da ideia de ajudá-lo. Ficava ali, à espreita do próprio sentimento, esperando saber ao certo o que fazer, como se a vida exigisse uma licença prévia para se manifestar. O mundo, ela sentia, era um lugar … Continue reading O Esquecimento do Amor