O Mapa de Vidro
A gente se encontra como quem não quer nada, mas querendo tudo, naquele meio-tom entre o que se diz e o que se cala. Eu olho para você e penso que, se o acaso fosse um pouco mais generoso, eu me atreveria a alimentar os teus sonhos e deixar os teus medos passarem fome, como quem esquece de dar comida a um bicho que morde. Deixaria teus receios definharem em algum sótão da Rue de Seine, enquanto teus desejos engordariam de vida, de vinho e de jazz. Éramos como dois fósforos em uma caixa úmida, mas, se eu pudesse acender … Continue reading O Mapa de Vidro