Na Casa da Minha Infância
Na casa de minha infância, jamais se acenderam luzes artificiais de Natal, tampouco surgiram presentes. Lembro-me disso agora, não com o peso do que faltou, mas com a leveza do que transbordou. Reflito sobre isso enquanto contemplo o céu, onde o vermelho e o laranja desvaneceram com o crepúsculo, encobrindo a luminosidade do sol. Há um instante preciso em que o dia morre e a noite ainda não nasceu; é nesse vazio que a infância nos habita. Meus olhos, repletos de contemplação, acompanham a revoada de pássaros que pinta o céu de negro, como se protegessem a casa de outrora. … Continue reading Na Casa da Minha Infância