O Vento e a Espera

O tempo, às vezes, não é relógio: é vento.
É esse sopro súbito, um átimo de segundo que nos desarruma o cabelo e a alma.
É o “aqui” e o “agora” se encontrando, sem pedir licença.
Há que se ter a sabedoria das estátuas: ficar imóvel.
Não se mexa. Apenas espere.
Ter fé não é correr atrás das coisas, é saber ficar quietinho enquanto a vida se ajeita.
E então soltar as mãos do parapeito e se deixar ir…
Respirar.
De repente, brota um desejo novo, um sonho que a gente nem sabia que tinha guardado na gaveta.
E você vai, mesmo com aquela força que você jura que não tem.
Vai de joelhos, se precisar.
Porque, no fundo, o que carrega a gente não são as pernas, é esse Amor enorme que a gente traz escondido no peito, feito um passarinho no ninho.
É o Amor que empurra a vida.
E ele não precisa de alarde, não precisa de grito.
Ele move tudo…
Com apenas um sopro. ❤️☯️

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente… Mas o amor, esse sim, é o vento que limpa a poeira das horas.”

© Beatriz Esmer

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