Refletindo sobre o que vejo, percebo que está cada dia mais difícil encontrar amizades genuínas. Não importa se são homens ou mulheres, jovens ou velhos. Crença, faixa etária, classe social, nível de instrução — nada disso parece fazer diferença. O distanciamento é generalizado, silencioso, quase imperceptível à primeira vista, mas profundamente sentido por quem ainda busca vínculos verdadeiros.
Vivemos cercados por telas, por notificações, por perfis cuidadosamente editados. A máscara das redes sociais nos mantém sempre “conectados”, mas essa conexão é rasa, frágil, quase ilusória. Curtidas substituem abraços. Emojis tomam o lugar de olhares sinceros. E no meio desse mar de interações digitais, a solidão se disfarça de popularidade.
Então me pergunto, com o coração apertado: Conectadas a quê? A quem?
Porque se não há escuta, não há presença. Se não há afeto, não há amizade.
E se tudo é aparência, o que resta da essência?
©️ Beatriz Esmer
