Livres

Quando foi que a pele dos nossos corpos, a diferença na nossa voz ou a direção que o nosso coração toma decidiram se devemos ou não ter direitos humanos?

E foi nesse silêncio que me encantei. Não por alguém, nem por um grande acontecimento. Me encantei por estar. Por ser. Por perceber que há uma beleza que só se revela quando a gente para de procurar. Uma beleza que mora no intervalo entre um suspiro e outro.

Mas o mundo insiste em fazer barulho onde deveria haver acolhimento. Quantas vezes o olhar do outro tenta nos medir, rotular, encaixotar? Como se a carne, o timbre ou o afeto pudessem diminuir a nossa inteireza.

A vida pede escuta, pede trégua. O direito de ser quem se é não deveria depender de justificativas, de moldes ou de permissões. É urgente resgatar o essencial: a humanidade antes de qualquer rótulo. 🙏🏾❤️

Beatriz Esmer

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