Não me associo com fascistas, com bolsonaristas, com homofóbicos, xenofóbicos e sionistas. A barreira está posta na fronteira da dignidade humana, onde não cabe negociação com o retrocesso, com o ódio institucionalizado ou com a apuração da violência contra o outro.
Não me sento à mesa com quem não gosta de compartilhar, quem não acredita na caridade, quem não alimenta o outro, seja com gentileza, compaixão e esperança ou com o pão de cada dia. A vida coletiva exige comunhão; mesa farta é mesa dividida, e quem guarda para si o sustento ou nega o afeto empobrece a alma de quem serve e de quem é servido.
Não acredito nesse deus vingativo desses evangélicos que têm como teoria a prosperidade acima de tudo e desprezam os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo. Trocaram a solidariedade pelo lucro espiritual, a cruz pelo cifrão, transformando a fé em mercadoria e a promessa divina em privilégio de poucos, enquanto o mestre da Galileia andava descalço entre os esquecidos.
© Beatriz Esmer
