A Liturgia do Peito
No meu peito, a vida não se pede licença; ela se instala com o peso sagrado das coisas antigas. Meu coração tem catedrais imensas, dessas de teto alto onde a poeira brilha no feixe de luz que atravessa o vitral, desenhando santos no chão de terra batida. São templos de priscas e longínquas datas, erguidos antes mesmo de eu saber que existir era esse ofício de sustentar o eterno no que é perecível. Ali, entre o cheiro do café coado e o mofo das sacristias, um nume de amor, em serenatas, desata o nó da garganta e canta a aleluia … Continue reading A Liturgia do Peito