Amor: O Tempo Interno e Ser
Há um tempo que não se mede nos ponteiros do relógio, que se recusa a obedecer à tirania dos minutos. É um tempo denso, espesso, que transborda por dentro. Quando se ama, o relógio emudece. A gente abandona a superfície das horas cronológicas e despenca para dentro de um tempo uterino, pulsante, onde tudo é fundo e vertigem. É o instante-já. É ali, nesse território sem mapas, que o meu “eu” tateia o escuro e esbarra no “outro”. E, no susto desse encontro, reconhece-se. O outro não é uma paisagem distante; é um espelho onde a alma se admira e … Continue reading Amor: O Tempo Interno e Ser