Há um exílio silenciosos que impomos a nós mesmos. Saímos de corpo e alma para habitar as expectativas alheias, os ruídos do mundo, as urgências que não nos pertencem. E, no meio desse atropelo, esquecemos o essencial: o endereço mais urgente de todos é o nosso próprio coração.
A felicidade não é um território distante a ser conquistado à força de correrias, nem um prêmio entregue aos que se anulam. Ela mora no resgate de si. É preciso coragem para voltar para casa, mesmo quando a casa é o próprio peito, com suas frestas, seus silêncios e suas dores antigas.
Não se ausente de quem você é. Despeça-se das máscaras, aquiete a pressa e escute o que sua alma sussurra quando o mundo finalmente silencia. Estar inteiro é a única maneira de abraçar a vida sem medo.
© Beatriz Esmer
