Os Corredores do Tempo
Há uma casa dentro de nós, um refúgio esquecido nos limites da alma. É um lugar silencioso, talvez solitário, mas tecido de dores e ternuras que o tempo não conseguiu apagar. Suas paredes guardam retratos desbotados, fragmentos de um passado que insiste em pulsar, como fantasmas gentis que habitam o pó dos dias. É o tipo de morada em que os outros raramente entram; olham de fora e supõem que estamos seguros, intactos, inteiros. Mas, de vez em quando, o silêncio se torna denso demais, quase insuportável. E eu preciso sair. Preciso caminhar até a minha própria porta e bater. … Continue reading Os Corredores do Tempo