Manual Prático do Canalha
É um modo de ser que quase dói de tão preciso. Não se acorda canalha da noite para o dia; exige-se uma gestação lenta, feita de silêncios longos, de cafés frios e de uma paciência quase botânica para cultivar a ruína nos outros. Olho para ele e vejo o peso de uma graça torta. Ele não quer apenas o corpo — o corpo é tão pouco, é quase um mal-entendido da carne. Ele quer a alma, mas quer a alma para usá-la como quem desfolha uma margarida distraidamente na varanda, enquanto pensa no próximo verso. A poesia nele não é … Continue reading Manual Prático do Canalha