A Matéria Viva do Avesso
O silêncio da sala ferve de entrelinhas. Você mexe no café, desvia os olhos, e de repente o espaço entre nós se torna um abismo de mal-entendidos cotidianos. Quero te dizer algo que vai além da gramática dos dias úteis. Olha para mim. Por favor, não me trate como se eu fosse comum, nem me repreenda porque não sou. É exaustivo tentar caber nas gavetas que você comprou para mim. Há uma urgência em existir que você, na sua pressa de classificar o mundo, parece não ver. Vire o rosto na minha direção. Olhe para mim quando eu lhe disser … Continue reading A Matéria Viva do Avesso