1987
Era 1987, ou talvez fosse apenas o tempo desatento de um relógio de parede. Eu, que sou das ciências humanas e me perco no excesso das palavras, tentei ser uma física iniciante. Uma noviça dos átomos. Porque é preciso acreditar em algo invisível: o milagre das mínimas partículas que inventam a cama, a casa, o corpo que nos serve de habitação. Nossos átomos se misturaram em uma confusão de sinapses. A galáxia dele, vasta e estrangeira, colidiu com a minha, deixando um rastro de poeira cósmica. Mas o infinito dele acabou. E quando acabou, foi um rasgo: como se alguém … Continue reading 1987