Saber Partir: Um Ato de Inteireza
No silêncio mais fundo das coisas, onde a alma desata seus nós e o mundo silencia o seu barulho inútil, eu me pergunto sobre a medida exata do afeto e da dor. É nessa penumbra da intimidade que a gente descobre: saber partir é um ato de inteireza. Não é fuga, não. É resgate. Porque o amor, quando se avilta e vira correnteza pesada, deixa de ser morada para ser cativeiro. E a gente se afasta — não por orgulho ou fraqueza, mas por essa urgência dolorosa de honrar o que ainda restou de sagrado em nós. Como é que … Continue reading Saber Partir: Um Ato de Inteireza