O Rio, o Mar e o Silêncio
Há noites em que a casa dorme, as paredes guardam ecos de fantasmas antigos e o peito aperta com uma dor serena, quase doce. É nesse território onde o visível e o invisível se tocam que reencontro o que fomos. Yo y el mar. Eu era apenas este curso estreito, rasgado entre margens áridas e silêncios pesados, buscando na pressa das águas um destino que me salvasse da própria secura. Nasci de fontes fundas, do choro antigo da terra e do frio das montanhas. Cada pedra no meu leito era uma cicatriz; cada peixe que nadava contracorrente, um pensamento teimoso … Continue reading O Rio, o Mar e o Silêncio