Antes que as Flores se Curvem
Quero massagear, como um remédio, palavras macias como loção nos seus ombros e na nuca… Quero espalhar palavras mansas na sua pele, não como quem fala, mas como quem cura. Palavras sem o gume da lógica, sem a pressa do entendimento. Um unguento de sílabas suaves que desliza pelos seus ombros tensos, descendo pela nuca — ali onde a fragilidade humana se esconde e se contrai. Massagear a sua carne com o sopro do que é leve, até que o nó que te aperta o peito comece, finalmente, a ceder. No fundo, o que buscamos nessa fricção da alma com … Continue reading Antes que as Flores se Curvem